Filipinas intensifica combate contra golpe POGO e deporta 165 cidadãos chineses

Jenny Ortiz há 4 semanas
Filipinas intensifica combate contra golpe POGO e deporta 165 cidadãos chineses

Filipinas deporta 165 cidadãos chineses empregados por Operador de Jogos Offshore Filipino (POGO) em Bamban, Tarlac.

A Comissão Presidencial Anti-Crime Organizado (PAOCC) confirmou a deportação de 165 dos 167 trabalhadores chineses para o Distrito de Pudong, Xangai. Enquanto isso, dois indivíduos enfrentam casos pendentes nas Filipinas, envolvendo acusações de tráfico de pessoas e detenção ilegal grave.

Ações legais: Trabalhadores detidos ao chegarem à China

Ao chegar à China, os indivíduos deportados passarão por um período de detenção de 45 dias enquanto as acusações são preparadas. Além disso, eles serão colocados na lista negra pelo serviço de imigração das Filipinas.

Ativos congelados, complexo invadido

Seguindo uma diretiva do Palácio de Malacañang, o Conselho Anti-Lavagem de Dinheiro congelou os ativos da Zun Yuan, incluindo seu complexo. A operação realizada em 14 de março descobriu 408 trabalhadores de várias nacionalidades envolvidos na operação POGO.

Descobrindo exploração

Autoridades revelaram que os cidadãos chineses deportados estavam envolvidos em atividades fraudulentas e não possuíam documentos de viagem adequados, sendo categorizados como “estrangeiros indesejáveis”. Muitos foram supostamente coagidos a participar da operação, com seus passaportes confiscados para impedir sua partida.

A Embaixada da China reconheceu a deportação, enfatizando os esforços conjuntos para combater fraude, sequestro e outros crimes relacionados ao jogo offshore. Essa colaboração destaca o compromisso de ambos os países em combater atividades ilegais na região.

O governo chinês reiterou seu compromisso em manter a pressão sobre atividades ilegais e proteger o público dos perigos do jogo transfronteiriço e fraude telefônica.

Sindicatos exploram trabalhadores vulneráveis

A repressão reflete desafios mais amplos em toda a Ásia, onde sindicatos criminosos exploram trabalhadores, muitas vezes sob falsos pretextos, para participar de atividades fraudulentas online. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime destaca a magnitude desse problema, com vítimas coagidas a participar de golpes elaborados, aumentando as perdas financeiras regionalmente.

Essa ação abrangente não apenas aborda preocupações imediatas, mas também sinaliza um esforço conjunto para combater o crime transnacional e proteger indivíduos vulneráveis da exploração na próspera indústria de jogos online da região.

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